CASAMENTOS

1- O QUE É O MATRIMÔNIO PARA A IGREJA ANGLICANA?

“O Matrimônio cristão é um pacto solene e público entre um homem e uma mulher na presença de Deus. Na Igreja Anglicana exige-se que, pelo menos, um deles seja batizado; que não menos de duas pessoas sirvam de testemunhas à cerimônia; e que o casamento esteja de acordo com os Cânones desta Igreja e com as leis do país”.

2- QUAL É A ORIENTAÇÃO PASTORAL SOBRE O CASAMENTO?

O Ser Humano não foi feito para viver só, mas em comunidade. O Matrimônio é uma mostra desse conviver em comunidade. É antes de tudo um estado de crescimento, ajuda mútua e de testemunho do amor divino. Ele não se fecha em si mesmo, mas abre para o anuncio do Evangelho a todas as pessoas. A união entre duas pessoas é um exemplo de comunhão em uma sociedade marcada por uma competitividade que fragmenta e empobrece as relações.

O casamento não começa propriamente na Igreja, mas no momento em que o homem e a mulher planejam unir-se, e juntos pedirem as bênçãos de Deus para suas vidas. A cerimônia religiosa apenas irá coroar os desejos e intenções do casal. A espiritualidade do casal vivenciada e cultivada desde o início dará de fato todo sentido ao cerimonial. Também é essa espiritualidade que no futuro dará suporte ao longo da vida do casal.

Para nós esse Rito Sacramental apresenta em si sinais que edificam o casal espiritualmente: asolenidade das promessas, a troca das alianças e a união das mãos representam o sinal externo. Já a Bênção Divina almejada pelo casal representa o sinal interno.

A cerimônia de casamento é baseada no Ofício de Matrimônio através do seu Livro de Oração Comum de uso por todas as paróquias brasileiras. Assim, nossas celebrações são sempre cercadas pela beleza do cerimonial, pela seriedade do ato e também da espiritualidade requerida para a ocasião.

3- QUAIS PASSOS A SEREM TOMADOS PARA VIABILIZAR A CERIMÔNIA PELA IGREJA?

O casal deve marcar uma entrevista pastoral com o ministro religioso comunicando o desejo de realizar o casamento. O ministro religioso considerando a entrevista realizada tomará as devidas providências caso ele não encontre impedimento para realização do Oficio de Matrimônio. Este Santo Sacramento deve ser realizado preferencialmente na Igreja, mas pode ser realizado também em buffet, sítio ou outro lugar apropriado.

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A DOCUMENTAÇÃO:

a) preencher e assinar ficha de registro fornecido pela igreja;

b) apresentar carteira de identidade ou equivalente;

c) certidão de batismo;

d) certidão de habilitação para casamento (ou certidão de casamento civil);

e) Por decisão favorável do bispo diocesano podem casar os divorciados, de acordo com a lei civil.

A partir do ano de 2009 podem casar-se também as pessoas que possuam o Contrato de União Estável de acordo com a Lei Civil, desde que já estejam em união no momento em que procurarem pela igreja.

4- A IGREJA ANGLICANA REALIZA O CHAMADO SEGUNDO CASAMENTO?

“Certos casamentos são tão irreversivelmente destrutivos que o divórcio será a única esperança de salvar qualquer coisa de construtivo. Divórcio representa o fracasso de um relacionamento, mas não se justifica consolidar o dano ficando juntos numa interação prejudicial à pessoa, (o que muitas vezes é casamento só de nome)” Howard Clinebell (1998).

O divórcio então surge como o último recurso, depois de esgotados todos os meios de superação da crise matrimonial, para resguardar a dignidade de cada pessoa do casal. Uma segunda chance é possível para ambos construírem outra relação de forma sadia com a Bênção de Deus.

A Igreja Anglicana propicia através dos sacramentos e do aconselhamento uma pastoral acolhedora a todas as pessoas que sofreram com o divórcio e desejam uma outra oportunidade.  A Igreja tem uma postura auxiliadora e não de juíza. O ato religioso deverá ser cercado de mais cuidados. Além da conversa pastoral com o casal, serão necessárias as documentações que demonstrem a legalidade para poder realizar o segundo casamento.

5- PODE SER REALIZADO UM CASAMENTO RELIGIOSO COM EFEITO CIVIL?

Nos termos da lei federal nº 6015/73 é possível realizarcasamentos religiosos com efeito civil, ou seja, o ministro que estiver oficiando o casamento religioso fará também o civil. No entanto, os noivos obrigatoriamente, devem levar o requerimento expedido pela Igreja e solicitar o casamento religioso para efeito civil, no cartório do seu domicílio.

6- COMO OCORRE O ACOMPANHAMENTO PASTORAL AOS NOIVOS?

Com certeza vocês desejam que a cerimônia seja bela e significativa, mas para isso acontecer, recomendamos que participem por um período estabelecido nas celebrações litúrgicas (cultos ou missas). Caso o ministro religioso achar necessário poderá paralelamente marcar entrevistas com os noivos para conhecê-los melhor. Todas essas ações contribuem para aproximar o sacerdote e os noivos, possibilitando uma cerimônia única na vida deles. A diferença se dá nos detalhes observados.

Visita no Lar

A título de sugestão, sendo desejo do casal, o sacerdote poderá fazer uma visita para abençoar a sua residência, e também, de uma maneira menos formal, ouvir suas expectativas e preocupações quanto ao casamento e a cerimônia religiosa. Esse momento é muito importante para que haja a sintonia necessária entre sacerdote e noivos.

7- PARA SE CASAR NA IGREJA ANGLICANA É NECESSÁRIO SER MEMBRO?

A única exigência religiosa feita é que um dos noivos seja batizado. Por ser a Igreja Anglicana essencialmente ecumênica, poderemos disponibilizar o nosso templo para a cerimônia de casamento oficiada por ministros de outras Igrejas Cristãs, desde cumpridas as exigências canônicas.

8- MAIS DÚVIDAS A SEREM ESCLARECIDAS:

Ensaios

Recomendamos que o ensaio seja previsto pelo casal. Não basta conhecer a Igreja ou padre/pastor que irá oficiar. O ensaio servirá para dar mais segurança aos noivos que geralmente ficam apavorados no momento do casamento. Detalhes como a entrada e saída do cortejo, o tomar as mãos, as palavras e declarações do casal (votos), a troca das alianças e o momento da Bênção devem ser de domínio do casal. Caso haja interesse, o sacerdote fica a disposição do casal para ajudar no ensaio. Portanto, como temos experiência em cerimoniais, aconselhamos que marquem uma data para o ensaio.

Horários

A observância dos horários é uma regra a ser seguida por todas as pessoas envolvidas no cerimonial do casamento. Queremos assim garantir uma bela cerimônia para os noivos e convidados através dessas sugestões:

  1. Procurem marcar no convite com 30 minutos de antecedência do horário realmente previsto no contrato formal com o Reverendo.
  2. O noivo e os padrinhos/madrinhas devem chegar com 30 minutos de antecedência para acertar o cerimonial.
  3. A liturgia matrimonial é belíssima e torna-se rica pela beleza do seu conjunto. O atraso poderá acarretar na diminuição do tempo de celebração, e conseqüentemente partes do cerimonial terão que ser suprimidas.
9- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Seu enlace matrimonial receberá a bênção de Deus, por isso, é uma cerimônia que merece todo o seu cuidado e planejamento. Nossa Igreja possui o curso de noivos de modo diferenciado e personalizado, através de uma proposta de acompanhamento do casal, por isso pedimos a gentileza que os noivos frequentem o número de celebrações estabelecidas pelo sacerdote no momento das entrevistas. Isso será pensado conjuntamente, levando-se em conta a data da cerimônia e o local onde os noivos residem. Dessa forma vocês estarão demonstrando o devido interesse pela presença de Deus em suas vidas, além de favorecer a sintonia necessária que deve haver entre os noivos e o sacerdote para a realização da cerimônia.

Desde já, nos colocamos à sua inteira disposição para uma consulta, oração e os devidos procedimentos.

Deus vos abençoe,

Pe. João Bôsco

Fones: (41) 9768-3229   /     9175-0238

E-mail: peboscocruz@gmail.com

QUEM SOMOS

Quem somos

ANGLICANISMO

HISTÓRIA
O cristianismo chegou à Inglaterra no século III. Nessa época o território estava sob um processo de colonização romana. Os legionários, mercadores, soldados e administradores levaram à colônia suas leis, costumes e religião. Entre eles havia provavelmente aqueles que tinham abraçado a fé cristã e oravam secretamente a Deus, enquanto os seus companheiros prestavam honras ao império, ao imperador e aos deuses das religiões de mistério. Estamos aqui no terreno das conjecturas. A história não deixou documentos que pudessem provar a veracidade dos fatos. Por isso, nos lugares marcados pelo silêncio da história, encontramos lendas e tradições que falam de viagens missionárias que teriam sido feitas àquela ilha pelos apóstolos Paulo e Filipe e por José de Arimatéia. A primeira referência histórica sobre a existência de cristãos na Grã-Bretanha foi registrada por Tertuliano que, em 208, fala de regiões da ilha que haviam se convertido ao cristianismo. Pouco se sabe sobre esses cristãos durante o segundo século. O certo é que, em 314, três bispos ingleses participaram do Concílio de Arles, no sul da França. Esse fato mostra que já havia uma igreja organizada na grande ilha. No começo do século V, os romanos abandonaram a Grã-Bretanha, permitindo a invasão dos anglo-saxões, que destruíram as igrejas e reduziram a prática da fé cristã durante quase 150 anos. Em 597, o papa Gregório enviou uma comitiva de 40 monges, chefiada por Agostinho, para converter os bretões. A obra missionária iniciada por Agostinho foi consolidada por uma segunda missão romana liderada por Teodoro de Tarso. No final do século X, os dinamarqueses invadiram a Grã-Bretanha e destruíram quase tudo, deixando a impressão que Deus havia se ausentado do mundo. Em 1016, houve uma segunda invasão normanda, mas com a diferença de que o rei era cristão e por isso a igreja foi protegida. Doze séculos depois, a igreja inglesa julgou necessário resistir à antiga intromissão papal, rompendo suas relações com Roma.
Sinais de reforma
Os primeiros sinais da reforma inglesa que vão eclodir na separação provocada por Henrique VIII, em 1534, começaram, na verdade, com Anselmo (1034-1109), que aceitou o convite para ser Arcebispo de Cantuária sob duas condições: que as propriedades da igreja fossem devolvidas pelo rei e que o arcebispo fosse reconhecido como conselheiro do rei em matéria religiosa. A luta que começou entre a coroa e a igreja confirmou, mais tarde, que a Inglaterra fez sua reforma religiosa debruçada sobre si mesma. Henrique VIII não fundou um nova igreja, mas simplesmente separou a igreja que já existia na Inglaterra da tutela e controle romanos por razões políticas, econômicas, religiosas e até pessoais. Durante quase mil anos a Igreja da Inglaterra esteve sob o domínio direto de Roma. Henrique VIII rompeu essa antiga filiação eclesiástica com o apoio do Parlamento. Separada e independente, a Igreja da Inglaterra continuou sua milenar caminhada na história, alternando períodos de influência ora romanístas, ora protestantes. Em 1559, começou o reinado de Isabel I, e com ela veio o controvertido Ato de Uniformidade, que devolveu à rainha o mesmo poder sobre a igreja que tinha Henrique VIII. A era elizabetana foi um período de apogeu. Foi nessa época que começou a colonização da América, onde a igreja anglicana se desenvolveu rapidamente e se organizou principalmente depois da independência americana em 1776. A igreja americana teve seu primeiro bispo em 1784 e manteve a igreja livre do poder civil. Assegurada a sucessão apostólica, a igreja americana se desenvolveu rapidamente, criando dioceses, paróquias e inúmeras instituições.
– PRINCÍPIOS
As igrejas anglicanas defendem e proclamam a fé católica e apostólica nas Escrituras e interpretada à luz das tradições, do estudo e da razão. Em obediência aos ensinos de Jesus, as igrejas são comissionadas para proclamar as boas novas do Evangelho para toda a criação. A fé, a ordem e prática estão expressos no Livro de Oração Comum, nos ordinais dos séculos XVI e XVII e mais resumidamente no Quadrilátero de Lambeth, aprovado pela conferência de Lambeth de 1888. Este documento definiu como elementos essenciais de fé e ordem para a busca da unidade cristã:
1. Bíblia Sagrada – Acreditamos que as Sagradas Escrituras contêm toda revelação necessária para que a humanidade alcance vida plena. Toda nossa doutrina e liturgia sustentam-se na Bíblia Sagrada.
2. Os Credos Apostólicos e Niceno – Escritos no tempo da igreja indivisa, constituem a confissão normativa da fé católica que preservamos ainda hoje.
3. Os Sacramentos – A Igreja Anglicana é uma igreja sacramental. Professamos o Santo Batismo e a Santa Eucaristia como legítimos sacramentos diretamente ordenados por Cristo e instrumentos da graça salvífica de Deus. Há outros sacramentos menores, não ordenados por Jesus, mas reconhecidos pela igreja como tendo caráter sacramental. São eles: a Confirmação, a Penitência, as Ordens Ministeriais, o Matrimônio e a Unção dos Enfermos.
4. Episcopado histórico – Professamos que a autoridade transmitida por Cristo aos apóstolos e esses aos seus sucessores (incluindo nossos bispos) é, ao mesmo tempo, garantia e expressão da catolicidade e apostolicidade da Igreja.
O ponto central de adoração é a Santa Eucaristia, que é chamada também de Santa Comunhão, Santa Ceia, Ceia do Senhor ou Santa Missa. No oferecimento da oração e do louvor, são relembrados a vida, a morte e a ressureição de Cristo por meio da proclamação da Palavra e da celebração do sacramento. A adoração está no centro do anglicanismo.
– MANEIRA DE SER
O ecumenismo faz parte do modo de ser dos anglicanos. Eles oram e trabalham para que as demais igrejas busquem a unidade em amor e obediência a Deus como um só corpo pela ação e poder do Espírito Santo. Os anglicanos acreditam que o trabalho da igreja é pregar o evangelho da reconciliação para o universo inteiro e não só para a parte que se considera cristã.
A Igreja Anglicana busca equilibrar a tradição católica com as influências benéficas da Reforma protestante. Por isso ela é essencialmente católica e também reformada. A liturgia preserva a mais antiga estrutura de culto cristão, com grande ênfase na proclamação da Palavra de Deus. Há um grande valor pela Liturgia, sendo que as crenças e doutrinas são definidas no próprio manual litúrgico (o Livro de Oração Comum).
 O LOC orienta as diferentes celebrações cúlticas não segundo uma opinião individual, mas do consenso da Igreja como um todo. É o mais importante livro depois da Bíblia. Sua doutrina estabelece aquilo que acredita serem os verdadeiros valores morais e cristãos. Na sua longa história, a pastoral e a liberdade individual não determinam automaticamente que os seus adeptos têm de fazer isso ou aquilo, mas que para o seu próprio bem devem seguir os ensinamentos da igreja e decidir por si mesmos. É uma igreja que não despreza o uso da razão e da investigação científica. Sua posição liberal e democrática a coloca em posição privilegiada para dialogar ecumenicamente com os demais ramos do cristianismo.
Para glorificação de Deus, além do LOC, a Igreja também dá grande valor à arte sacra, ao altar, arquitetura dos templos e tudo que possa contribuir para expressar nossa fé em Deus: as flores do altar, as cores litúrgicas, velas, incenso, música e a atmosfera de reverência diante de Deus. A Igreja dedica grande respeito aos seus Templos, a ponto de algumas pessoas interpretarem como sinal de frieza o que para nós é expressão de reverência pelo espaço consagrado à oração e culto a Deus.
 – OUTROS RITOS DE CARÁTER SACRAMENTAL
 A)         Confirmação ou Crisma: Ministrada pelo(a) bispo(a), representa a maioridade na fé e confere a todo confirmado a dignidade do ministério leigo e a plenitude dos dons do Espírito Santo. Para ser confirmada, a pessoa precisa ser batizada, ter aceito Jesus Cristo de forma pessoal e consciente como seu Senhor e receber instrução catequética apropriada.
 B)         Matrimônio: A Igreja Anglicana celebra o matrimônio de acordo com as leis do país e desde que um dos nubentes seja batizado. Os divorciados podem casar-se novamente, cumpridas as determinações canônicas da Igreja.
 C)         Unção e benção da Saúde: Ministrada pelo sacerdote mediante a imposição das mãos a todos que se sentem abatidos física, mental ou espiritualmente. O sacerdote, se julgar conveniente, pode administrar a benção com óleo consagrado pelo(a) bispo(a).
 D)         Penitência: Também conhecida como “Confissão e Absolvição”. Ministrada por um sacerdote coletivamente (durante a liturgia) ou individualmente, assegura o perdão de Deus a todas as pessoas que se arrependerem de suas más ações e desejam reiniciar uma nova vida. “Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, esses serão perdoados” (Jesus em João 20.23).
 E)         Ordenação: A Igreja ordena ao sagrado ministério pessoas que tenham recebido elevada preparação teológica para corresponder à dignidade do ministério. As ordens de diácono, presbítero e bispo são cumulativas, vitalícias e abertas a homens e mulheres solteiros(as) ou cadados(as). Nossa Igreja não exige aos sacerdotes o sacrifício do celibato.
– SÍMBOLOS
Um dos símbolos mais conhecidos da igreja anglicana é a Rosa dos Ventos (Compass Rose), espalhado por todos os lugares onde existe uma igreja anglicana, demonstrando que o seu uso está se tornando cada vez mais universal. No centro, vemos a cruz de São Jorge, que lembra a origem dos anglicanos.
A inscrição em grego foi tirada de João 8.32 (a verdade vos libertará) e circunda a cruz e a bússola, lembrando a expansão do Cristianismo anglicano pelo mundo. A mitra que em cima do emblema nos lembra o papel do bispo e a ordem apostólica como elementos essenciais das igrejas que integram a grande família da Comunhão Anglicana. A Rosa dos Ventos é um símbolo largamente usado pelos anglicanos como sinal identificador da Comunhão Anglicana.
A cruz celta, é um símbolo do início do cristianismo nas ilhas britânicas, e hoje , muito associada a fé anglicana. O Círculo em volta da cruz simboliza a universalidade de Cristo, que não tem início nem fim, conforme o livro de Apocalipse: “Eu Sou o Alpha e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o último” (Ap 22:13)